Alex Régis
Em Natal, Parnamirim e Mossoró, foram instauradas 144 investigações sobre o tema. Foram 15 prisões realizadas somente neste ano
Em
uma rede social da internet, João, de 13 anos, conheceu Maria,
supostamente da mesma idade, num grupo formado por adolescentes. Já Ana,
também adolescente, começou a interagir com José, da mesma faixa
etária, em outra plataforma. Em comum entre as duas situações, é o fato
de que, em ambos os casos, que serão relatados mais à frente, adultos
abusaram ou exploraram alguns deles, a partir desse contato virtual. São
evidências que mostram o crescimento da violência sexual contra
crianças e adolescentes que rompeu as fronteiras tradicionais e torna os
menores mais vulneráveis pela internet.
O alerta vem da rede de proteção que
conta com entidades da sociedade civil organizada e órgãos dos três
poderes e entes federativos, que atuam para prevenir, combater esses
crimes e penalizar abusadores. “Temos um novo desafio e bem mais
complexo, que é investigar nesse universo da internet com as
dificuldades em relação a alguns provedores, a alguns canais”, ressalta o
promotor da Infância e Juventude do Ministério Público do RN, Manoel
Onofre Neto.
O que ele diz se reflete no Disque
100, da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que registrou, nos
primeiros meses de 2023, um aumento de 68% nas violações sexuais contra
crianças e adolescentes em relação ao mesmo período do ano passado no
Brasil.
No cenário local, as Delegacias de
Proteção a Criança e Adolescente (DPCA) de Natal, Parnamirim e Mossoró,
maiores cidades potiguares, instauraram somente neste ano 144
procedimentos policiais, sendo 114 inquéritos e 30 Termos
Circunstanciados de Ocorrência (TCO). Foram 15 prisões entre todas as
DPCAS, segundo informou a Delegacia Geral de Polícia Civil (Degepol).
No
mês de maio, quando se realiza o dia nacional de combate a exploração
infantil, foram realizadas diversas ações pelas 3 DPCAS, culminando em 8
prisões, mais de 5 mil arquivos digitais contendo pornografia infantil
apreendidos e três adolescentes resgatadas da exploração infantil.
Também
ocorreram abordagens em 23 locais de possíveis pontos de exploração
sexual de crianças e adolescentes, em Natal e Grande Natal. A DPCA de
Mossoró apreendeu três dispositivos eletrônicos, contendo mais de 2 mil
arquivos digitais com pornografia e duas armas.
“Um
aspecto que torna a questão ainda mais delicada é que o primeiro acesso
de aproximação tem sido viabilizado pela internet, mas é preciso deixar
claro que temos como chegar a esses criminosos, que há ferramentas para
encontrá-los”, declara o promotor.
#Fonte: Tribuna do Norte
Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes Cresce Com a Internet
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