RN: Movimentos ocupam Casa da Estudante em Natal e pedem reabertura
A ocupação começou no sábado 11, segundo os organizadores, e reúne integrantes do Movimento de Mulheres Olga Benário, União da Juventude Rebelião, Movimento Correnteza e outros coletivos.

Integrantes de movimentos sociais e estudantis ocuparam a Casa da Estudante de Natal e defendem a manutenção do imóvel como residência para universitárias - Foto:
De acordo com Clarice Oliveira, representante do Movimento de Mulheres Olga Benário, a ocupação busca denunciar a possibilidade de mudança na finalidade do imóvel e cobrar que ele continue destinado à moradia de estudantes.
Segundo ela, o grupo defende que a UFRN passe a administrar o imóvel.
“A gente quer que aqui continue sendo uma residência, porque, inclusive, várias ex-moradoras já vieram aqui em apoio a essa ocupação, em apoio à nossa reivindicação, que é justamente que a UFRN tome posse desse espaço e utilize como uma residência feminina.”
A representante afirmou que há demanda por vagas em moradia estudantil.
“Pelo menos são mais de 200 estudantes que precisam desse espaço, que saem dos interiores e que não têm a estrutura. Na UFRN só tem uma residência feminina.”
Ela também afirmou que muitas universitárias utilizam o auxílio-moradia para dividir aluguel na capital.
“Como que essas mulheres que muitas vezes saem desse lar de violência para ir estudar na capital e não têm onde morar, não têm como se sustentar aqui, porque tudo vai ficando cada vez mais caro e aí como a gente paga o aluguel, as contas e tudo isso?”
Segundo Clarice, cerca de 40 pessoas participam da ocupação.
“Nós ocupamos aqui com o movimento, com cerca de 40, 50 pessoas e aí nós estamos utilizando o espaço. A nossa ideia aqui é fazer essa denúncia.”
O movimento informou ainda que realizará uma plenária aberta nesta segunda-feira (13), às 17h, para discutir a situação do imóvel.
Governo diz que prédio terá nova finalidade
Em nota, o Governo do Rio Grande do Norte informou que acompanha a situação e afirmou que mantém diálogo com os movimentos envolvidos desde os primeiros relatos sobre a possibilidade de ocupação do prédio.
Segundo o Executivo estadual, o imóvel não está abandonado e possui destinação pública definida para a implantação da Casa da Juventude Potiguar, equipamento que integrará o Projeto CAIS Juventudes.
“O espaço não se encontra abandonado. Ao contrário, está em fase de organização e preparação para iniciar um novo ciclo de funcionamento, com uma finalidade pública voltada à promoção de oportunidades, cidadania e inclusão para a juventude potiguar”, informou o governo.
Ainda conforme a nota, a administração estadual afirma que continuará priorizando o diálogo para buscar uma solução consensual.
“Neste momento, o Governo permanece dialogando com as representações do movimento, na expectativa de alcançar uma solução consensual que concilie o respeito às reivindicações apresentadas, a preservação do patrimônio público e o interesse coletivo.”
O Governo acrescentou que eventuais medidas administrativas ou judiciais serão avaliadas apenas caso se esgotem as possibilidades de entendimento, “sempre em observância à legislação vigente”.
















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